SINTUNIFESP – Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da Universidade Federal de São Paulo, pessoa jurídica de direito privado com sede na Rua Pedro de Toledo, nº 386, Vila Clementino-São Paulo/SP, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 50.707.546/0001-55.

  • Os servidores e servidoras da Universidade Federal do estado de São Paulo ( Unifesp),reunidos em assembleia geral e de associados no dia 05/11/2019 às 12h na sede do Sintunifesp  sindicato dos trabalhadores públicos da Universidade Federal de São Paulo, vem apresentar está moção de repúdio em face ao descumprimento de acordo firmado entre o sindicato e os órgãos gestores da Universidade (Reitoria) e a SPDM/HSP _superintendência/ Sesmet. 
  • Já fazem 4 anos que o setor do DDI ( cardiologia invasiva/hemodinâmica ) vem lutando para que seja respeitada a legislação e todos os funcionários tenham seus devidos equipamentos de proteção individual  / EPI ( aventais de chumbo, pescoceira e óculos plumbiferos , equipamentos obrigatórios por lei para diminuir os impactos causados pela exposição à radiação ionizante ao longo dos anos.
  • Por vários anos e por várias reuniões a Reitoria assumiu essa responsabilidade firmando compromisso em comprar esses EPIS e não comprou nada. A superintendência junto com o SESMT do hospital São Paulo também sinalizou que fariam a compra dos EPIS e também não compraram. As justificativas sempre foi a falta de verba.
  • Mas como falta dinheiro se até mesmo o dinheiro que foi contingenciando (retido) foi liberado pelo governo para as universidades federais? Como falta verba se a pouco tempo a Universidade foi contemplada com mais de 10 milhões pela bancada paulista de deputados? Como falta verba para comprar aventais de chumbo para o trabalhador se o hospital São Paulo foi contemplado com 2.8 milhões, tudo isso Em outubro desse ano?
  • O Sintunifesp fez o levantamento de todos os servidores que não possuem os EPIS, totalizando em 34 profissionais da enfermagem. O setor de Cardiologia Invasiva( hemodinâmica) recebeu a visita do diretor do departamento de saúde do trabalhador, do pró-reitor adjunto de gestão Compessoas, da chefe de gabinete da Reitoria, da diretoria de enfermagem e o Sintunifesp, onde todos se mostraram indignados com a situação, assumindo o compromisso de tomar providências com urgência e não aconteceu nada.
  • O Sintunifesp encaminhou a relação de todos os EPIS, que melhor atendia as necessidades do trabalhador, colocando os tamanhos adequados para cada servidor, indicando o peso adequado pelo tempo que fica com a vestimenta de chumbo, esperamos pela chegada do EPIS e nada aconteceu.
  • Enquanto isso a Enfermagem está exercendo suas atividades usando os eventuais de chumbo dos médicos, que quando chegam para o plantão pegam de volta e a enfermagem fica correndo atrás de outros aventais dos médicos que ainda não chegaram.
  • Recentemente o Sintunifesp foi informado pelo SESMT do hospital São Paulo que eles iriam fazer a compra dos EPIS, dessa forma passamos todas as especificações necessárias para o SESMT e para o setor de proteção radiológica do hospital São Paulo. Relatamos o tipo de atividade desenvolvida no setor e ficamos mais uma vez aguardando os EPIS. Quando chegou os tão esperados eventuais, fomos informados que dos 34 solicitados, só foi possível comprar 12 por haver o entendimento que não se trata de equipamentos de proteção individual, não sendo possível comprar os óculos plumbiferos para proteger os olhos.
  • É com profunda indignação que denunciados aqui que nem sequer o tamanho dos aventais foi atendido sendo comprados todos de tamanho único (G) e extremamente pesados (entre 9 a 10 km) para a enfermagem carregar nas costas e ainda exercer suas atividades durante os exames.
  • Denunciados aqui a falta de humanização , de descaso  com a categoria da enfermagem, a falta de bom senso de conversar com os profissionais  por parte do núcleo de proteção radiológica que só está preocupada se os EPIS estão certificados pelas agências reguladoras, item que os  servidores também exigem, porém teriam que ter levado em conta o tipo de atividade desenvolvida, discutindo com a enfermagem qual produto que dentro das normas, melhor poderia atender a categoria, disponibilizando um material que menos acarretassem sobrecarga as atividades.
  • É muito triste saber que os gestores visando puramente o lucro, tratem essa solicitação de mais de 4 anos, como meramente de EPC (equipamentos de proteção coletiva)
  • O Sintunifesp não compactua com esse tipo de atitude e reafirma que a enfermagem exige respeito, não iremos nos calar diante da imposição do núcleo de proteção radiológica que insiste que os trabalhadores tem que usar os EPIS, que após ser colocados para teste foram reprovados por unanimidade pela categoria. seguimos firmes na luta juntos somos muito mais fortes.

 

São Paulo 13 de Dezembro de 2019

DIRETORIA COLEGIADA GESTÃO 2017/2019