Aprovação do Regimento e Mesa temática Conjuntura Interna – HU/EBSERH/Democratização Unifesp/Paridade

Neste dia 24 de agosto de 2017 o congresso teve início com o credenciamento dos delegados eleitos em assembleias compondo a plenária com poder de voz e voto. Após o credenciamento foi realizada atividade para aprovação do Regimento que orientará as atividades de todo o congresso, foi feita a leitura integral do documento, levantados e apreciados os destaques pela plenária que aprovou o Regimento por unanimidade. A atividade subsequente foi uma mesa de debate temática sobre a conjuntura interna, em específico sobre os Hospitais Universitários (HUs), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e a democratização na Unifesp/paridade. Os temas foram longamente apresentados e analisados pelos convidados e pela plenária, ampliando o repertório crítico para construção da pauta de reivindicações, com destaque para defesa dos hospitais universitários como hospitais escolas capazes de abrigar e realizar não só atendimento, mas também ensino, pesquisa e extensão. E nesse sentido a pauta de rejeição da EBSERH por representar um avanço no projeto privatista que amplia a desigualdade social ao atacar o serviço de saúde pública prejudicando a população e as condições dos trabalhadores desta área.


A mesa foi composta pelos membros da comissão organizadora do evento e representante da gestão Conceição Santos – Coordenadora da Comissão organizadora do IX Consintunifesp, Gerson de Abreu Pires Júnior – membro da Comissão organizadora do IX Consintunifesp e José Ivaldo Rocha – Coordenador Geral do Sintunifesp, e pelos convidados Prof. Wladimir Tadeu Baptista Soares – docente e médico da Universidade Federal Fluminense, Prof. Hélio Egydio Nogueira – docente e médico aposentado da Unifesp, foi gestor do Hospital e reitor da universidade, Mario Costa de Paiva – Coordenador de Educação da Fasubra Sindical e Léia de Souza – coordenadora geral da Fasubra.


O prof. Wladimir Soares abriu as falas e se destacou abordando o tema da EBSERH, retomou a origem desse projeto, marcado pela orientação do Banco Mundial para privatização da Saúde de países periféricos da América Latina e sua paulatina implementação ao longo das últimas décadas. Enfatizou que a EBSERH produz reflexos negativos não só para os HUs mas também para o SUS.


“Os hospitais universitários fazem parte do complexo universitário, pertencem a sociedade e atendem ao povo, a EBSERH retira os HU da universidade, que passa a funcionar como um hospital empresa filial da EBSERH, pertence ao Estado mas atende exclusivamente aos interesses do governo. O objetivo de lucro social tendo o paciente e o aluno como fim passa com a EBSERH a ser lucro financeiro e o paciente e aluno meros meios” - Prof. Wladimir Soares da Universidade Federal Fluminense.


Os demais convidados que continuaram abordando o tema da EBSERH concordaram com a crítica do prof. Wladimir acrescentando mais elementos e dados para construção da pauta da necessidade de resistir ao seu avanço, o prof. Hélio Egydio recuperou a posição histórica da Unifesp em rejeitar a EBSERH como opção de gestão do HSP, consciente da sua ameaça ao serviço público da saúde e da sua função universitária, afirmou também a sua ameaça sobre a formação dos jovens médicos, cada vez mais distantes de seus pacientes, desumanizados, individualistas e sem experiência suficientes para atuar com qualidade.


José Ivaldo Rocha, zezinho, deu destaque para o tema da democratização da Unifesp reconhecendo os avanços da categoria, a importância da luta política, inclusive da conquista da paridade na consulta para eleição de reitor, entretanto, também afirma sua insuficiência pois a categoria dos técnicos ainda não possuem o mesmo poder de voz e voto dos docentes nos órgão colegiados, constituindo-se importante bandeira para as lutas futuras.


Os representantes da Fasubra, Mario Cordeiro e Léia de Souza também destacaram a necessidade de crítica e rejeição à EBSERH por sua face privatizadora e destruidora dos serviços públicos de saúde e educação, trazendo dados para suportar sua argumentação “A EBSERH quando assume o hospital fecha leitos, diminui procedimentos, acaba com a ensino, pesquisa e extensão” - Léia de Souza coordenadora Geral da Fasubra.


Um debate fundamental colocado pela mesa, apropriado e estendido pela plenária que deve retomar aos temas na plenária final quando estabeleceram as bandeira de luta. Ficam assim renovados o compromisso com a luta por melhores condições de trabalho para categoria passando pela crítica da EBSERH, a democratização da Unifesp e a paridade plena.


No período da tarde teremos mais duas mesas temáticas: “Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho” e “Opressão – Assédio Moral e Mediação de Conflitos”. Seguimos resistindo e lutamos.

Assessoria de Comunicação IX Congresso Sintunifesp