Faça parte dessa luta! Filie-se ao Sintunifesp!
Categoria Unida! Juntos somos mais fortes! Filie-se ao Sintunifesp!
Parabéns Servidores pela conquista das 30H!

SAÚDE DO TRABALHADOR, CONDIÇÕES DE TRABALHO E ASSÉDIO MORAL

 

Esses foram os temas que pautaram os debates da tarde desta quinta-feira, no IX CONSINTUNIFESP. A mesa de debates “Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho” pautou o cenário e principais desafios para melhorar essas condições para servidores de diversos departamentos. O médico do trabalho e coordenador do SESMT da UNIFESP, Antônio Carlos Zechimatti, apontou problemas e avanços para a classe dentro da entidade, enquanto a técnica administrativa da USP, Jupiara Gonçalves de Castro, salientou a necessidade de união entre trabalhadores e sociedade contra as políticas nacionais que vêm promovendo a precarização do trabalho. Já na segunda mesa da tarde, “Opressão – Assédio Moral e Mediação de Conflitos”, Adriana Cristina Stella e Natalício Manoel Filho comentaram a origem histórica do preconceito contra as mulheres, além de denunciar a opressão sofrida também por outras minorias – indígenas, negros e comunidade LGBT.

À frente do SESMT da UNIFESP, Antônio Carlos Zechimatti comentou o papel de prevenção do Serviço que, ao receber demandas dos servidores, tem a responsabilidade de ir até os locais de trabalho para relatar, inclusive com fotos, irregularidades e perigos à saúde ou segurança dos trabalhadores, pacientes e estudantes. Em seguida, são produzidos relatórios com recomendações para que sejam feitas as devidas mudanças, de acordo com as legislações do setor. No entanto, o SESMT acaba não sendo convidado a participar, de forma mais direta, da solução de problemas. Faltam, por exemplo, medidas adequadas para a prevenção de incêndios, não apenas dentro do Hospital São Paulo, mas sim na maioria dos hospitais públicos da cidade. Neste sentido, uma conquista é a formação de brigada de incêndio e compromisso de regularização do AVCB (o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) do HSP.

Se, por um lado, há conquistas, por outro há situações preocupantes, como a não realização de exames periódicos pelo SESMT há mais de um ano. De acordo com Zechimatti, uma Portaria aprovada recentemente nomeou uma Comissão para que seja contratada uma empresa externa, que fique responsável por estes exames. Já quanto ao perfil de adoecimento dos servidores, o médico apresentou um estudo realizado por ele entre os anos de 1988 e 1998. “O adoecimento mental só piorou nos últimos anos. Atualmente, as condições ambientais (ruído, temperatura, etc.) são as que menos nos preocupam”, disse o profissional. Segundo seu estudo, já no final da década de 1990 22% dos afastamentos na UNIFESP tiveram como causa o adoecimento mental; 21% foram causados por doenças osteomusculares.

Em seguida, foi a vez de Jupiara Gonçalves de Castro ressaltar os retrocessos aprovados por meio das Reformas propostas pelo Governo Temer. Um exemplo é a permissão, graças à Reforma Trabalhista, de que mulheres grávidas trabalhem e até amamentem em locais insalubres. “Temos que fazer aliados dentro do nosso local de trabalho, em especial estudantes, usuários e os docentes com quem pudermos contar, para enfrentar esse Governo”, convocou Jupiara.

Abrindo a mesa “Opressão – Assédio Moral e Mediação de Conflitos”, a diretora da Fasubra Adriana Cristina Stella, definiu opressão como uma característica física ou social que embasa uma discriminação política. É a partir daí que nasce o preconceito em suas diversas variações – machismo, homofobia, racismo, etc. Adriana fez uma reflexão pautada pelo história da sociedade e adoção do capitalismo como ideologia predominante no mundo. “A opressão levou à construção da divisão social do trabalho. Por exemplo: aonde estão os negros numa universidade? Trabalhando com limpeza, ganhando os menores salários”, explicou. Outro fenômeno é a divisão sexual do trabalho, que surgiu posteriormente para convencer a sociedade de que as mulheres devem permanecer em casa, cuidando dos filhos ou sendo “donas do lar”. Quando elas conquistam o direito de trabalhar fora, se deparam com baixos salários, devido à ideia de que eram menos capazes de realizar o trabalho do que os homens.

A diretora da Fasubra encerrou sua apresentação comentando o assédio moral, que tem se tornado frequente nos ambientes de trabalho Brasil afora, inclusive para os servidores públicos. Esse tipo de assédio se vale, muitas vezes, da violência verbal, humilhação, ameaças e insinuações, e é uma conhecida causa de adoecimento mental. Para combatê-lo, é necessário que os trabalhadores se unam, reconheçam que este é um problema coletivo e lutem juntos para encontrar soluções que beneficiem a todos. Fechando os debates do dia, Natalício Manoel Filho pontuou, com dados do Brasil e de outros países, agressões e preconceito sofridos por mulheres, negros, LGBT e indígenas. “Vamos nos unir contra a opressão, porque isso é uma luta de todos”, concluiu.

Amanhã (25/08), o dia começa com a mesa “Conjuntura Nacional: Reforma da Previdência, Sindical e Trabalhista e Conjuntura Internacional”, a partir da 8h30.

Assessoria de Comunicação do IX Consintunifesp

Fale Conosco:

Acesse Intranet:

Sintunifesp no Youtube!

Sintunifesp no Facebook!

Acesse Unifesp:

Acesse Fasubra: