Mesa Conjuntura Nacional: reforma da previdência, sindical e trabalhista, e conjuntura internacional

Neste dia 25 de agosto os trabalhos do IX Congresso do Sintunifesp tiveram início com a mesa temática discutindo a conjuntura político-econômica nacional, com destaque para os ataques aos direitos sociais conquistados como o trabalhista, previdenciário e sindical. A mesa contou com a presença dos convidados e oradores Deputado Federal Ivan Valente, o Deputado Estadual Carlos Giannazi, coordenador da Fasubra Mário Júnior, coordenadora da Fasubra Léia Oliveira e membros da comissão organizadora do IX Consintunifesp e da diretoria do Sintunifesp, Conceição dos Santos, José Ivaldo e Gerson Soares.


Uma mesa fundamental para construção coletiva da pauta de lutas pois analisou profunda e criticamente os aspectos centrais da difícil conjuntura político-econômica nacional, que penaliza os trabalhadores com ampla retirada de direitos. A emenda constitucional que congela os gastos com saúde e educação por 20 anos, destacada pelo Deputado Carlos Giannazi, foi um duro golpe que revelou o projeto de desmonte social, ataque aos serviços públicos e privatização. Em nome do suposto ajuste fiscal, os direitos da maioria da população são completamente deixados de lado em prol da ampliação da atenção aos interesses da minoria, do setor financeiro. Ainda há um compromisso exagerado com a dívida pública nacional, com o pagamento de juros, e “qualquer mudança social no país deve passar pela revisão da dívida, pela auditoria da dívida pública nacional” – afirma Dep. Carlos Giannazi.


A conjuntura estadual de São Paulo foi analisada pelo Dep. Carlos Giannazi como um exemplo de escolha política de ações que favorecem uma classe me detrimento de outra, governo que na esfera estadual não ajusta salários de servidores públicos nem mesmo repondo as perdas inflacionárias mas que aplica o refinanciamento das dívidas de grandes produtores e proprietários, “grandes empresas e empresários têm suas dívidas perdoadas pelo governo estadual ao mesmo tempo que recebem subsídios fiscais. Dinheiro tem, orçamento tem, mas aplicado em benefício de outra classe que não a trabalhadora” – ressalta Dep. Giannazi.


O Deputado Federal Ivan Valente provocou a plenária a reflexão com a pergunta: “como numa conjuntura dessas em que o governo aprova medidas perversas como a ampla retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, o povo não está nas ruas dizendo basta? Como 300 deputados decidem a vida de 200 milhões de pessoas?.” E ainda defendeu enfaticamente “O povo não pode e não deve pagar pela crise!”


A resposta para provocação passa necessariamente, como nos apontou o próprio Dep. Ivan Valente, pelo trabalho de reverter o esvaziamento e negação da política além da crítica a generalização de pautas como a da corrupção, temos que perguntar imediatamente: corrupção de quem? De que partido? Completada: por qual política? Qual programa? Pensar e discutir programas e projetos políticos enfatizando pontos que rejeitamos e aqueles que apoiamos elevamos a política a sua condição nobre e qualificamos a luta sem deixar espaço a salvadores da pátria. O caminho deve ser construído de maneira refletida e dialogada com a maioria da população. E para o Deputado Federal o Congresso do Sintunifesp é um exemplo desse esforço, de luta política.


O companheiro da Fasubra Mário Júnior voltou a afirmar o caráter “jurídico, parlamentar e midiático” do golpe, nos alertando para as dimensões da disputa política em curso. A resistência e luta deve necessariamente levar em conta tais esferas, e por exemplo, o processo informativo e formativo deve ser combativo à mídia hegemônica, temos que nos unir e trocar informações para não reforçarmos “a banalização das injustiças sociais, assédio moral e diversas formas de opressão” – afirma Mário Júnior.


A companheira coordenadora geral da Fasubra Léia Oliveira também alertou a plenária para a conjuntura atual de liquidação do país, de pleno projeto de privatização e diminuição do Estado no compromisso com os serviços públicos. E para pergunta formulada “O que fazer frente a essa conjuntura?” nos deixou um ponto de partida: “conhecer para combater”, reafirmando a importância de espaços como o este Congresso para troca de informações e construção de posicionamentos coletivos.


Na parte da tarde os trabalhos do IX Consintunifesp continua com a mesa de Prestação de Contas Financeiras e Política, com a presença do Conselho Fiscal e assessoria contábil do sindicato, contamos com sua presença nesse fundamental momento de transparência e discussão.

Assessoria de Comunicação do IX Consintunifesp